sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A vida (a)normal de uma adolescente

Uma menina, duas amigas, uma só vida...
Assim como toda adolescente, no auge de sua rebeldia, ela amava alguém e, pelo seu estado emocional, o sentimento não me parecia recíproco.
Ao acordar, ela descia até seu jardim e ouvia o tilintar das pedras, o som do vento a acalmar as folhas das árvores e a leve brisa a acariciar seu rosto. Tudo lhe lembrava ele...
Suas amigas tentavam a todo custo fazê-la sorrir ou ao menos deixá-la melhor, mas tudo que conseguiam era não deixar uma de suas milhares de lágrimas escorrer entre o rosto lindo e encantador da menina. Elas faziam tudo que podiam e a menina retribuia com o máximo que conseguia.
Todo dia, a mesma rotina, a mesma dor...
Diariamente ela ouvia o lindo canto dos pássaros, conversas ao seu redor, o barulho dos carros... o barulho dos carros.
Há muito tempo ninguém a via sorrir.
Seu lindo sorriso fora deixado para trás e todos sabiam: ou tardaria a voltar ou nunca voltaria.
Alguns pensavam: "amores vão, amores vêm...", mas só sabe quem sente a dor do desamor.
O fim estava próximo, podíamos sentir;
E entre todos aqueles barulhos, o do carro permaneceu, com teu alto e estridente cantar de pneus enquanto a menina fora deixada para trás, com seu lindo sorriso no rosto e um belo sol no céu.O dia estava perfeito para mudanças... mudanças que as amigas da menina e a própria menina ansiavam. Enquanto isso, a Morte falava e afirmava para todos que quisessem (e pudessem) ouvir:  
"Eu não carrego gadanha nem foice. E não tenho aquelas feições de coveiro que as pessoas parecem gostar de me atribuir à distância. A verdade? Minha verdadeira aparência? Procure um espelho enquanto continuo meu trabalho..."
E a menina se foi, no colo da Morte, com seu sorriso de antes e depois...