Admito, o título é um dizer de uma música da Katy Perry (Not Like The Movies) que me fez pensar bastante essa semana em toda essa coisa de contos de fada.
Ontem mesmo falei a uma amiga o quanto os nossos sentimentos influenciam em quase tudo que fazemos e, dependendo da intensidade deles, a perspectiva de várias coisas podem mudar em segundos.
Não, não. Não é transtorno bipolar muito menos indecisão. E não somos só nós mulheres que vivemos isso diariamente, como muita gente pensa por ai.
Falo por mim, mas sei que várias pessoas se identificarão com o que vou falar: quando me interesso por alguém, eu foco nela e crio a ilusão de uma pessoa sem defeitos, com uma auréola brilhante e flutuante rodando pela sua cabeça e parada em cima do seu grande pedestal enquanto eu a divinizo, diminuta no meu pequeno espaço, mas logo eu me decepciono por pequenos detalhes, pequenas coisas que, obviamente a pessoa mal percebe que acontece. Ai, eu caio na realidade e vejo que ou estou sonhando ou estou tentando montar meu próprio conto de fadas com trilha sonora de Taylor Swift e Miley Cyrus para tentar ficar bem mais real.
É bem nessas horas que eu me sinto confusa. Como saber o que é verdade e o que deixa de ser? Eu tento me desvencilhar do "deus grego", me dou motivos ridículos e tento me convencer de que nada do que estou sentindo é verdadeiro, tanto a parte real quanto a surreal são sugadas para o meu subconsciente da negação, mas, é só ver a pessoa de novo que o ciclo se repete.
Pensei comigo um dia desses: e se fosse verdade? E se o mundo realmente fosse um conto de fadas, com tudo do jeito que nós queremos? Ia ser legal? E ai me pego (quase gritando) falando que não. Seria péssimo. Nós não aprenderíamos com nossos erros porque eles praticamente não existiriam, nossa vida seria regrada e não cheia de aventuras inconstantes. Chorar seria improvável, mas como então ficariam os choros de alegria, a nostalgia com os amigos? E outra: É COMPLETAMENTE INÚTIL SER FELIZ SEMPRE. O certo é estar feliz e não ser feliz porque felicidade é pra ser algo experimentado aos poucos, apreciado. Felicidade não deve virar rotina.
Então eu renuncio a (como diria Katy Perry) "uma vida como nos filmes". Eu quero mais é aprender com meus erros, dizer que vivo uma vida não-regrada e dizer estar feliz quando eu realmente ESTIVER FELIZ. Quero somente colocar um sorriso no rosto quando a vontade vier e não porque me dizem para fazê-lo. Eu quero chorar quando a vontade vier, não quando a sociedade julga quando devo fazê-lo.
Eu quero mais ser feliz no meu mundo real (e às vezes surreal) do que "feliz para sempre" em um mundo inexistente.
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